Editorial

São Paulo – 466 anos

São Paulo chega a mais um aniversário neste sábado, dia 25, mantendo o status de figurar, com justiça, entre as dez maiores metrópoles do mundo. É uma cidade com invejáveis ofertas de serviços nos mais diversos setores, tem características multiculturais e funciona praticamente 24 horas por dia dinamizando a economia, entre outras dezenas de qualidades que poderíamos listar neste espaço.

Recente levantamento do poderoso Google revelou ainda o imenso potencial turístico da capital paulista – que pode ser o segundo destino mais procurado por viajantes em 2020. A lista dos dez lugares mais populares revelada neste mês pelo Google, levou em consideração as buscas globais por hotéis.  Foram analisadas as pesquisas feitas entre janeiro e dezembro de 2019 para datas em 2020 e comparado com pesquisas realizadas no mesmo período de 2018 para datas em 2019. Se a previsão do Google realmente se concretizar, São Paulo só tem a ganhar.

É óbvio que uma cidade do porte da capital paulista, com população maior que países como Portugal e Holanda, ainda tem muito a melhorar e se desenvolver. E mais uma grande oportunidade para discutir a cidade e apontar as melhorias emergenciais, acontece nos próximos meses com a campanha para as eleições municipais que podem culminar com um(a) novo(a) prefeito(a) e mudanças significativas na Câmara Municipal.

É hora de começar a rever antigas promessas e avaliar o que foi cumprido e o que continua engavetado, ou não passou de discurso para angariar votos. São Paulo carece de serviços públicos a sua altura e de novos projetos realmente visionários. As subprefeituras que deveriam agir para entender o potencial de cada região onde atua e buscar seu amplo desenvolvimento, continuam atuando como meras centrais de serviços de zeladoria ou currais de vereadores. Estamos entrando em uma nova década, mas persistem problemas do século passado.

Os paulistanos se orgulham de viver em uma cidade onde se encontra a gastronomia mundial, recebe shows dos artistas internacionais do momento, sedia uma etapa da Fórmula 1, entre outras vantagens – embora boa parte da população fique privada de todo esse glamour por motivos financeiros. Por isso, só orgulho não basta. É necessário clamar por melhorias para nosso dia a dia, nos deslocamentos viários, no transporte público, na qualidade do ar, entre tantas outras questões urgentes. A arma poderosa será o voto em outubro e a pressão sobre quem está no poder até lá.

1 Comentário

Deixe uma resposta

Seu email não será publicado

Por favor insira um comentário
Por favor informe seu nome
Informe uma url válida.

  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!