Editorial

Novo fôlego

*Editoral publicado em 16 de outubro

Com a entrada da capital na Fase Verde do Plano São Paulo de controle da pandemia de Covid-19 e retomada gradual de atividades econômicas, vários setores ganham um fôlego extra, como a rede de comércio que pode voltar a operar praticamente no expediente normal, embora com a capacidade quase pela metade (60%). Entretanto, a principal mudança é no setor cultural e de eventos – que junto com a educação, foi um dos mais penalizados, pois foi praticamente o primeiro a parar e está sendo o último a ser retomado, com muitas restrições. No caso específico da educação reina verdadeiro caos, com enfrentamentos entre famílias, professores, donos de escolas e sindicatos de classe. Afora as posições difusas dos governos estadual e municipal.

Assim como aconteceu com a reabertura dos parques públicos (mesmo que ainda sem funcionar aos finais de semana), o anúncio de que museus e teatros podem voltar às atividades gera uma mudança de humor também na sociedade, que começa a ver uma luz no fim do túnel, juntamente com as notícias da dedicação da comunidade científica pelo mundo para encontrar uma ou mais vacinas contra a Covid-19.

Porém, é primordial que a população continue fazendo a sua parte para evitar o sinal vermelho do Centro de Gerenciamento do coronavírus em São Paulo e uma temível recaída como ocorre atualmente na Europa, com bares e restaurante sendo novamente fechados pela Espanha e toque de recolher em algumas das principais regiões da França.

Na cidade de São Paulo, conforme o balanço do Inquérito Sorológico divulgado nesta semana, cerca de 1,16 milhão de pessoas contraíram a Covid-19, o que representa 13,6% da população. É um número que merece atenção, pois aponta que se os paulistanos abandonarem os protocolos sanitários, a doença pode voltar a ameaçar muitas vidas. O uso de máscara de proteção facial continua obrigatório, assim como as orientações de distanciamento social para evitar aglomerações.

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!