Editorial

Depende de cada um de nós

Covid-19 é o nome da doença causada pelo novo coronavírus – que vem desafiando cientistas, pesquisadores e médicos do mundo para entender como age no organismo das pessoas, como o sistema imunológico reage, como atuar em casos de complicações e principalmente, chegar a uma vacina. Enquanto a ciência corre atrás das respostas e a medicina se debruça diante dos casos que aumentam vertiginosamente pelo mundo, cabe a cada um de nós atender os suplicantes pedidos das autoridades: ficar em casa.

Exatamente como uma gripe, onde uma caí de cama e o outro dá no máximo alguns espirros ou nem isso; o coronavírus é assintomático em algumas pessoas. Elas estão com o vírus, não têm sintomas, mas podem transmitir. Mesmo as pessoas que acusam a doença, já pode ter contagiado outras antes do aparecimento dos primeiros sinais.

Justamente por causa desse elevadíssimo pode de contágio, a Covid-19 vem assustando e colapsando o sistema de saúde por onde passa. Na Itália, as mortes devem bater as ocorridas na China, onde com começou a pandemia. Matérias das mais diversas mídias dão conta que os médicos e enfermeiros italianos já estão agindo como em uma guerra: sem condições de atender todos, priorizam os que têm mais chance de sobreviver. O medo das autoridades no Brasil e no mundo é que os sistemas de saúde dificilmente conseguem absorver um contingente muito grande de pacientes, além dos outros casos quem todos os dias chegam aos prontos-socorros.

Para evitar essa saturação e atingir uma situação tão drástica e dolorosa como vive a Itália, a única opção é a consciência de cada um de nós. Uma pessoa infectada contamina outras duas, essas duas contaminam outras quatro, essas quatro provocam mais oito contaminados e esses oito, dezesseis. É a assustadora projeção geométrica que muita gente tem ouvido falar nos últimos dias.

Só o isolamento é capaz de barrar essa conta que pode levar a morte de muitos. Cada pessoa na rua desnecessariamente, pode contaminar quem encontra pelo caminho, companheiros de trabalho e os seus amados familiares quando retornar para casa. O pedido é para todos os cidadãos, independente da idade. Só devem sair de casa quem desempenha funções que não podem ser feitas longe do local de trabalho. Cada um que atender essa recomendação, estará ajudando esses profissionais a se manterem sadios e evitando mais pessoas em hospitais. Menos pessoas nas ruas, menos contágio, menos chances de acidentes de trânsito cujas vítimas possam ocupar leitos, menos vítimas de crimes.

O alerta de isolamento é ainda mais rigoroso para o público acima de 60 anos ou com doenças crônicas, pois correm mais riscos e podem superlotar hospitais se não adotarem as medidas preventivas. Com o louvável aumento da expectativa de vida ao longo das últimas décadas, não é difícil imaginar que o sistema de saúde, principalmente o público, do qual dependem a maioria dos cidadãos, não acompanhou esse ritmo. E o impacto pode ser devastador se não houver colaboração de cada um de nós.

É o momento de abusar das tecnologias a nosso favor, conversem por telefone, por vídeos-chamadas, troquem fotos por mensagem.  O isolamento deve ser físico, emocionalmente todos devem manter-se conectados.

Fiquem em casa e saiam apenas em caso de extrema necessidade!

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!