Editorial

Pontes e viadutos

A Prefeitura informou ontem que conclui mais 40 vistorias visuais em pontes e viadutos da cidade, atendendo o Programa de Metas definido pelo prefeito Bruno Covas que prevê a realização de inspeção especial de 185 desses equipamentos viários. Já foram vistoriados 73. É um assunto que interessa muito à região.

Em um pacote anterior de vistorias de outros 33 equipamentos, o viaduto Grande São Paulo – principal alça para entrada e saída de Vila Prudente – passou a receber atenção especial do governo municipal por causa de problemas detectados. Conforme a Folha apurou, a vistoria contratada em caráter emergencial pela Prefeitura já foi realizada pela Maubertec Engenharia e Projetos Ltda e a Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb) informou que a empresa tem até quatro meses para apresentar os resultados.

Em julho de 2000, a região já viveu a traumática experiência de ficar sem o Grande São Paulo. Um grande incêndio na favela sob o viaduto atingiu as estruturas do equipamento viário que passou seis meses interditado para obras, provocando enormes complicações no trânsito. Na época a Prefeitura gastou R$ 5 milhões na recuperação da estrutura.

Nesta última leva de vistorias concluída pela Prefeitura, foi detectado que outro viaduto da região requer atenção especial. Para o viaduto Bresser também será contratado laudo estrutural em caráter emergencial. A medida foi publicada no Diário Oficial da última quarta-feira, dia 17.

Os baixos e o entorno do viaduto Bresser ficaram ocupados por moradores de rua até o último dia 24, quando a Prefeitura removeu a chamada Favela do Cimento, cumprindo determinação judicial. A ocupação existia no local desde 2012 e o viaduto chegou a passar por incêndio em novembro de 2017 quando 15 barracos foram destruídos sob o Bresser.

Como já ressaltamos anteriormente, o grave problema dos viadutos caiu no colo da atual gestão municipal, principalmente depois que motoristas viveram momentos de pânico em novembro passado, quando o viaduto do Jaguaré, na Marginal Pinheiros, cedeu mais de dois metros. Por conta de outros sustos no passado, foi firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público em 2007, que previa laudos e obras em 72 viadutos, pontes e passarelas da cidade. A Prefeitura acusa que o TAC vinha sendo cumprido até 2012, quando foi abandonado pela administração anterior, de Fernando Haddad (PT).

Na região, o alívio, por enquanto, é que o viaduto Pacheco e Chaves, outra importante alça de entrada e saída da Vila Prudente, também passou por vistorias visuais e a Siurb constatou que não existe a mesma urgência do Grande São Paulo. O laudo será contratado por meio de uma licitação comum. Só nos resta torcer que a Prefeitura persista na meta de vistorias e que o Grande São Paulo e o Bresser não apresentem graves problemas.  A Folha se compromete a continuar acompanhando o caso.

 

5 Comentários

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  • Anônimo 8 de outubro de 2010, 20:24

    Agora temos que torcer para o governador ALCKMIM
    nao esqueca suas promessas de campanha.

  • Anônimo 14 de outubro de 2010, 14:51

    Se o SERRA, vencer agora para presidente, ficará melhor ainda, pois os recursos para São Paulo virão com maior facilidade.

  • Anônimo 15 de outubro de 2010, 14:47

    Uma Pena que quando a prefeitura de São Paulo teve a oprtunidade de fazer, não se concretizou, já que ano passdo vivemos um embate entre a prefitura e a sociedade civil no momento da revisão do plano diretor estratpegico da cidade, contra todo o clamor da população a prefeitura entregou uma revisão á câmara municipal sem uma avaliação e discussão de qualidade com a população, tanto é que diante do fato não houve clima politico para a tal revisão fosse votada pelos vereadores, revisão esta alvo de ações no judiciário, em 2012 é o prazo para a discussão de um novo plano diretor e que esperamos desta vez seja melhor debatido com a população, e não um plano meramente imibiliário.

  • Anônimo 15 de outubro de 2010, 14:54

    O que tem acontecido é o desrespeito ao atual plano, é o caso das tais operações urbanas anunciadas pelo atual prefeito, foram anunciados mais de 4 bilhões em investimento sem uma prévia discussão com a população da cidade e seus impactos.O futuro de uma cidade justa, sustentável, e iunclusiva deve ser discutido com seus moradores e o plano diretor é o instrumento legal para isso.

  • Anônimo 2 de março de 2012, 17:30

    Esta tal de CET (Companhia Engano Todos), a unica coisa que sabem fazer é atrapalhar o trânsito e multar, só isto, e mais nada.