Editorial

Planos contra chuvas

Depois de a Prefeitura apresentar no mês passado, o Plano Chuvas de Verão 2019/2020 com o objetivo de reduzir as áreas de alagamentos na cidade; nesta semana foi a vez da Enel Distribuição São Paulo – a antiga Eletropaulo – anunciar o seu Plano Verão. Com a concessionária anterior não faltam casos de consumidores que amargaram mais de 24 horas sem energia elétrica após os temporais típicos desse período. A esperança dos paulistanos é que a Enel consiga agilizar essas ocorrências emergenciais.

A empresa promete ampliar o número de técnicos trabalhando nas ruas, chegando a aproximadamente 2.300 profissionais. Foi anunciado ainda que investiu em tecnologias, as quais tornarão os atendimentos mais rápidos e automaticamente encaminham a informação de quedas de árvores ou de postes. Além disso, a distribuidora mantém acordos com a Polícia Militar, o Corpo de Bombeiros, a Defesa Civil e a Companhia de Engenharia de Tráfego (CET). Resta saber se tudo isso vai funcionar na prática.

Em uma rápida chuva na semana passada, os bombeiros receberam mais de 80 chamados para quedas de árvores que, não raro, levam junto a fiação elétrica.  Da Prefeitura, infelizmente, resta pouco a esperar porque o número de engenheiros agrônomos é muito inferior ao que a cidade realmente necessita. Aos munícipes resta rezar para não estarem embaixo de uma árvore em queda e depois, para a Enel cumprir as metas do Plano Verão.

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!