Editorial

Protocolos no papel

* editorial publicado em 07 de agosto

Apesar de o prefeito Bruno Covas (PSDB) ressaltar que a capital paulista está no “chamado platô” – quando os casos de contaminação e morte pelo novo coronavírus atingem a estabilidade (não necessariamente a queda); o último boletim epidemiológico divulgado pela Secretaria Municipal de Saúde nesta semana, escancara que em algumas regiões da cidade a curva de Covid-19 continua em franco e descontrolado crescimento. Sapopemba, vizinho da Subprefeitura de Vila Prudente, é um desses casos.

O distrito lidera a fúnebre lista de Covid-19 em São Paulo. No prazo de divulgação de dois desses boletins da Secretaria, cerca de dez dias, foram 30 novas mortes no Sapopemba.

Apesar de ser uma das regiões mais populosas da cidade, a alta densidade demográfica não pode ser considerada como o único fator para essa alta no número de mortes. Não faltam denúncias de que, mesmo em quarentena, a “vida segue normal” no Sapopemba, inclusive com festas e aglomerações. Muitos moradores também ignoram a obrigatoriedade do uso de máscaras de proteção – como ocorre em outros pontos de São Paulo e são raras as notícias de que alguém foi advertido ou multado pelos agentes da Vigilância Sanitária, como foi prometido pelo governador João Doria (PSDB).

Na região, o distrito do São Lucas continua com mais óbitos entre as subprefeituras de Vila Prudente e Mooca. É justamente nessa área, de ativo comércio, onde também há mais queixas de aglomerações e outros desrespeitos.

O Plano SP de retomada econômica reúne uma série de protocolos que empresários e comerciantes devem adotar para reabrir seus negócios. No entanto, nas ruas, nota-se que boa parte dos protocolos definidos – inclusive o mais importante deles: do uso obrigatório de máscaras – não é fiscalizado.  Além de criar regras para que as pessoas possam retomar suas atividades com segurança, o Estado e a Prefeitura precisam garantir que essas normas sejam cumpridas.

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!