Editorial

Por mais cultura

Vila Prudente já esteve muito próxima de ganhar um Polo Cultural em espaço que foi anexado ao parque municipal Profª Lydia Natalizio Diogo, o popular Parque de Vila Prudente. O projeto previa um teatro com capacidade para 256 espectadores, além de salas para oficinas de dança, música e teatro e área de convivência para manifestações culturais ao ar livre.

O espaço seria uma extensão para os usuários do Parque de Vila Prudente desfrutarem de atrações extras aos finais de semana, como acontece no Parque do Ibirapuera, onde além estar em contato com a natureza, os visitantes podem apreciar exposições, apresentações musicais, entre outras opções culturais.

No início desta década, a ideia ganhou a simpatia pessoal do ex-secretário municipal Carlos Augusto de Calil e um detalhado projeto foi desenvolvido pela Secretaria Municipal de Cultura, chegando a ser aprovado pelo Conselho Gestor do Parque em 2012. Mas, por vaidades pessoais na região, acabou engavetado. A área incorporada ao Parque de Vila Prudente permanece subutilizada.

Com a mudança de gestão na Prefeitura – do governo de Gilberto Kassab para o de Fernando Haddad – o projeto foi apresentado ao novo secretario de Cultura, Juca Ferreira, que se comprometeu inicialmente com a ideia, porém com a iniciativa de Haddad de retomar os CEUs (Centros Educacionais Unificados), a promessa foi que o Polo Cultural estaria automaticamente englobado no CEU Vila Prudente. Não é o que está prestes a acontecer.

Já obtivemos informações que o teatro do futuro CEU está muito aquém do proposto para o antigo Polo Cultural e também é muito inferior aos dos primeiros CEUs da cidade. Vale ressaltar ainda que, ao contrário de outros distritos da cidade, a Vila Prudente ainda não tem sequer as Casas de Cultura da Prefeitura.

Por tudo que foi exposto acima, é importante que a Prefeitura apresente na região a proposta do novo CEU, que certamente não será a mesma que o antecessor Haddad prometeu anos atrás e não cumpriu. O secretário municipal de Educação Alexandre Schneider perdeu excelente oportunidade nesta semana durante a audiência pública promovida pela Câmara Municipal justamente para discutir a área onde está sendo erguido o CEU. Foi convidado, não compareceu, nem mandou representante que pudesse atender a comunidade. Lamentável, mas a Folha continuará cobrando uma posição. É justamente pela falta de diálogo com a população que grandes erros e injustiças são cometidos.

5 Comentários

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  • Anônimo 8 de outubro de 2010, 20:24

    Agora temos que torcer para o governador ALCKMIM
    nao esqueca suas promessas de campanha.

  • Anônimo 14 de outubro de 2010, 14:51

    Se o SERRA, vencer agora para presidente, ficará melhor ainda, pois os recursos para São Paulo virão com maior facilidade.

  • Anônimo 15 de outubro de 2010, 14:47

    Uma Pena que quando a prefeitura de São Paulo teve a oprtunidade de fazer, não se concretizou, já que ano passdo vivemos um embate entre a prefitura e a sociedade civil no momento da revisão do plano diretor estratpegico da cidade, contra todo o clamor da população a prefeitura entregou uma revisão á câmara municipal sem uma avaliação e discussão de qualidade com a população, tanto é que diante do fato não houve clima politico para a tal revisão fosse votada pelos vereadores, revisão esta alvo de ações no judiciário, em 2012 é o prazo para a discussão de um novo plano diretor e que esperamos desta vez seja melhor debatido com a população, e não um plano meramente imibiliário.

  • Anônimo 15 de outubro de 2010, 14:54

    O que tem acontecido é o desrespeito ao atual plano, é o caso das tais operações urbanas anunciadas pelo atual prefeito, foram anunciados mais de 4 bilhões em investimento sem uma prévia discussão com a população da cidade e seus impactos.O futuro de uma cidade justa, sustentável, e iunclusiva deve ser discutido com seus moradores e o plano diretor é o instrumento legal para isso.

  • Anônimo 2 de março de 2012, 17:30

    Esta tal de CET (Companhia Engano Todos), a unica coisa que sabem fazer é atrapalhar o trânsito e multar, só isto, e mais nada.