Editorial

Febre Amarela

A cada dia aumenta o número de pessoas em busca da vacina contra a febre amarela. Desde o anúncio da vacinação fracionada pelo governo estadual, a confirmação de novas mortes por causa da doença e após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar o estado de São Paulo como área de risco, os postos de saúde têm ficado lotados e com filas de horas de espera para a imunização. Apesar dos distritos da Vila Prudente e do São Lucas não estarem classificados pela Prefeitura como regiões de risco de exposição à febre amarela, a corrida aos postos de vacinação está intensa. Na Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Prudente, na praça do Centenário, a fila dobrou o quarteirão em alguns dias desta semana.

A Secretaria Municipal de Saúde esclareceu que, para quem não mora ou trabalha em regiões com recomendação de vacinação, a orientação é procurar as unidades apenas em casos de viagem. No entanto, a sensação de descrença prevalece na população. “O governo diz que o risco de contrair a doença está só em determinadas regiões, mas não acredito. Essa doença é perigosa e mata muito rápido”, declarou a aposentada Eduarda de Jesus, 59 ano, que na última terça-feira, dia 16, permaneceu por mais de seis horas na fila no posto de saúde da Vila Prudente.

Outro motivo da corrida às unidades de saúde em busca da vacinação é a dúvida em relação à eficácia da dose fracionada que será aplicada pelo governo em campanha de vacinação que irá ocorrer entre os dias 26 de janeiro e 17 de fevereiro em distritos previamente definidos. Vila Prudente e São Lucas não estão incluídos. Por enquanto a vacina disponibilizada nos postos é a convencional, que segundo a OMS tem validade para a vida toda. A que será aplicada na campanha terá uma dosagem menor e permite a imunização por até oito anos segundo o governo.

Na quarta-feira, dia 17, o prefeito João Doria afirmou que não é necessário pânico entre a população e que muitas pessoas estão procurando a vacina sem necessidade. Com a descrença política que envolve a população, a mensagem com dose de tranquilidade transmitida pelo prefeito não deve diminuir as filas nas unidades de saúde. A aglomeração nas portas dos postos mostra claramente a falta de confiança do povo em relação ao governo, suas afirmações e promessas, fazendo com que o pensamento “salve-se quem puder” prevaleça.

 

5 Comentários

Deixe uma resposta

Seu email não será publicado

Por favor insira um comentário
Por favor informe seu nome
Informe uma url válida.

  • Anônimo 8 de outubro de 2010, 20:24

    Agora temos que torcer para o governador ALCKMIM
    nao esqueca suas promessas de campanha.

  • Anônimo 14 de outubro de 2010, 14:51

    Se o SERRA, vencer agora para presidente, ficará melhor ainda, pois os recursos para São Paulo virão com maior facilidade.

  • Anônimo 15 de outubro de 2010, 14:47

    Uma Pena que quando a prefeitura de São Paulo teve a oprtunidade de fazer, não se concretizou, já que ano passdo vivemos um embate entre a prefitura e a sociedade civil no momento da revisão do plano diretor estratpegico da cidade, contra todo o clamor da população a prefeitura entregou uma revisão á câmara municipal sem uma avaliação e discussão de qualidade com a população, tanto é que diante do fato não houve clima politico para a tal revisão fosse votada pelos vereadores, revisão esta alvo de ações no judiciário, em 2012 é o prazo para a discussão de um novo plano diretor e que esperamos desta vez seja melhor debatido com a população, e não um plano meramente imibiliário.

  • Anônimo 15 de outubro de 2010, 14:54

    O que tem acontecido é o desrespeito ao atual plano, é o caso das tais operações urbanas anunciadas pelo atual prefeito, foram anunciados mais de 4 bilhões em investimento sem uma prévia discussão com a população da cidade e seus impactos.O futuro de uma cidade justa, sustentável, e iunclusiva deve ser discutido com seus moradores e o plano diretor é o instrumento legal para isso.

  • Anônimo 2 de março de 2012, 17:30

    Esta tal de CET (Companhia Engano Todos), a unica coisa que sabem fazer é atrapalhar o trânsito e multar, só isto, e mais nada.