Editorial

*Editorial 8 de abril

Discutir a região

A Prefeitura já divulgou o calendário das audiências públicas que vão tratar da construção do Programa de Metas 2021-2024. Haverá encontros específicos para cada uma das 32 subprefeituras. É uma grande oportunidade para a população de cada região indicar as prioridades ao governo municipal

O Programa de Metas da cidade é uma reivindicação e conquista da sociedade civil, incorporada à Lei Orgânica do Município desde 2008. Trata-se de um documento que organiza, de forma clara e transparente, as prioridades de cada prefeito eleito durante os quatro anos de gestão.

A apresentação do projeto começa amanhã e as rodadas de audiências das subprefeituras prosseguem até o início de maio. Mooca e Vila Prudente estão agendadas para os próximos dias 27 e 28, respectivamente.

Infelizmente, por conta da pandemia, tão importante discussão terá que ser travada no ambiente virtual (veja na página 4 como participar). Mesmo assim, o engajamento da população é fundamental para cobrar, entre outras demandas, a promessa de novos parques públicos. A Mooca, por exemplo, é um dos bairros mais áridos da cidade. Enquanto a Organização Mundial de Saúde (OMS) preconiza 12m² de área verde por habitante, na Mooca o índice está abaixo de 1m². Na Vila Prudente também existe a preocupação de garantir os poucos espaços verdes que não foram apropriados pelas grandes incorporadoras.

Mas, é importante ainda apontar e garantir que as obras contra enchentes estejam efetivamente nas metas dos próximos anos, bem como melhorias da malha viária e a implantação de novos equipamentos culturais para todas as faixas etárias.

 

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!