Editorial

O buraco é mais embaixo

Certamente dez entre dez motoristas que trafegam por São Paulo não estão satisfeitos com a precária condição do asfalto. Mesmo com o mutirão da Prefeitura realizado para amenizar a buracada que havia tomado conta das ruas meses atrás, dirigir pela cidade sem danificar o veículo continua sendo uma árdua missão.

Finalmente, nesta semana, o governo municipal anunciou que vai retomar o programa de recapeamento. A Folha já destacou as vias nas áreas das subprefeituras Mooca e Vila Prudente que têm prioridade para receber o serviço. A avenida Anhaia Mello, como não poderia deixar de ser, está na lista. Duramente castigada pelas obras da Linha 15-Prata do monotrilho e pelas fortes chuvas que na temporada passada formaram até corredeiras no leito da avenida, atualmente a Anhaia Mello é o exemplo de como não deve ser o asfalto de um importantíssimo corredor viário. Por mais que a Prefeitura tape os buracos, a avenida está longe de ser o “tapete” dos sonhos dos motoristas.

Outra avenida contemplada é a Vila Ema e quem trafegou por ela nos últimos tempos só não entende como o serviço não foi feito antes. Enfim, infelizmente, o asfalto precisa estar com características lunares para ficar apto a receber a melhoria. Não é como deveria ser, mas é como as várias gestões que passam pela Prefeitura tratam o recapeamento. O que deveria ser rotina acaba virando um grande acontecimento que ninguém sabe quando será celebrado novamente. Bem diferente dos impostos que pagamos regularmente.

 

 

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!