Editorial

Com esperanças em 2021

*Editoral publicado em 15 de janeiro

Depois das tradicionais férias de fim de ano, a Folha volta a circular, já trazendo no cabeçalho o registro de seus 29 anos de vida. Recomeçamos nosso trabalho com o ímpeto costumeiro e a mesma esperança de progresso, sustentando as bandeiras de defesa da região, ideais que foram razão de ser da fundação do jornal e são preservados até hoje.

O ano que passou foi o mais cruel de toda existência desta Folha. Somaram-se as dificuldades advindas da surreal pandemia da Covid-19 com o avanço brutal da Internet e suas centenas de aplicativos no campo da informação. Manter um jornal no formato impresso e entregue gratuitamente casa a casa semanalmente passou a ser tarefa de herói, ou mecenas. O problema, aliás, atinge não só a imprensa comunitária como também os grandes órgãos de comunicação como a Folha de S. Paulo e o Estadão, com a diferença que estes cobram pelos seus produtos.

Com a chegada das vacinas e a expectativa da pandemia ser  ao menos amenizada ainda no primeiro semestre de 2021, faz-se imperativo que voltemos toda nossa atenção à resolução dos problemas locais, alguns deles já cabeludos nas pautas deste hebdomadário. Não se pode compreender, e aceitar, por exemplo, que o centro de Vila Prudente sofra anualmente enchentes brutais provocadas por chuvas, trazendo sérios prejuízos ao comércio, escolas e moradores locais. Como perdoar a incúria e leniência das autoridades, que até hoje, depois da chegada de três novos modais de transporte ao bairro, ainda não se dignaram a projetar e levar adiante a reurbanização da favela mais antiga de São Paulo.

Da mesma forma é incompreensível que ainda não se discutiu em audiência pública o traçado da extensão da Linha 15 do monotrilho até a estação do Ipiranga, e uma solução que faculte a implantação de um parque na antiga área da Esso, situada na confluência das ruas Barão de Monte Santo e Dianópolis, reivindicação pioneira desta Folha, feita há mais de 16 anos. Também esperamos que finalmente os projetos dos parques Vila Ema e São Lucas saiam do papel.

A lista de antigas bandeiras poderia estender-se ad infinitum se pretendêssemos radicalizar, mas preferimos dar mais um voto de confiança aos administradores que chegam, sem que isso seja visto como adesismo a governo e partidos. Estaremos alerta na defesa da comunidade como sempre estivemos.

 

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!