Editorial

*Editorial 24 de junho

Parque na Mooca

Prefeitura e demais autoridades competentes continuam fazendo vistas grossas para antiga reivindicação popular da região: a implantação de parque público na totalidade do antigo terreno da Esso, entre as ruas Barão de Monte Santo e Vitoantonio Del Vechio. A Folha iniciou essa luta de forma pioneira há mais de 20 anos e segue firme no propósito.

O espaço foi gravemente contaminado no passado e a vizinhança acompanhou um longo processo de remediação do solo e do lençol freático, com a natural preocupação de saber se o problema não acarretaria riscos à saúde dos moradores mais próximos. Até como compensação ambiental e histórica, qualquer outra alternativa que não seja uma área verde não deveria sequer ser cogitada pelas autoridades.

Pesa ainda o fato de a Mooca ser uma das regiões mais áridas da cidade. No entanto, indiferente a todo esse histórico, o governo municipal vem liberando sucessivos alvarás para construções de edifícios no terreno. A vizinhança está alerta para as movimentações de maquinário no espaço. No papel, o pleiteado parque já foi reduzido a um “canteiro de luxo” dos futuros empreendimentos. E os representantes da região, que se comprometeram com a causa e têm o dever de ajudar a pressionar a Prefeitura, acompanham tudo calados.

 

 

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!