Editorial

*Editorial 1º de dezembro


Mais do mesmo

Na noite da última terça-feira, dia 28, a área da Subprefeitura de Vila Prudente foi a única “colorida de vermelho” no mapa do Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE) Climáticas da Prefeitura. Toda a cidade estava em estado de atenção para alagamentos, mas, entre 21h10 e 21h50, a Vila Prudente pulou para a fase de alerta (o vermelho) por causa de mais um transbordamento do córrego da Mooca, que passa sob a avenida Anhaia Mello.

As cenas são as mesmas que todos, infelizmente, já estão cansados de presenciar: diversos trechos da avenida são tomados pela água, carros ficam ilhados e os motoristas que escapam dos pontos de cheias, ficam travados nos congestionamentos que rapidamente se formam nas vias secundárias. Um transtorno que só piora ano após ano.

A atual gestão municipal alardeia que retomou a licitação para construir um piscinão na Anhaia Mello, na esquina com a avenida Jacinto Menezes Palhares. A abertura dos envelopes com as propostas comerciais estava prevista para 3 de outubro, foi adiada para 9 de novembro e agora, estão em análise. Após ser escolhido o vencedor, assinado o contrato e ocorrer a emissão da ordem de serviço, o prazo para execução dos trabalhos é de 23 meses.Ou seja, são ao menos mais três temporadas de chuvas até o reservatório mostrar se vai ajudar a minimizar o problema.

Enquanto isso, a Prefeitura – que está ciente desse longo prazo – continua liberando mais e mais prédios na avenida Anhaia Mello e no entorno dela. Uma irresponsabilidade que vai deixar marcas negativas na região. O político da vez passa, porém as más ações permanecem.

 

 

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!