Editorial

*Editorial 21 de janeiro

Marco histórico (e heroico)

É um privilégio e uma honra presidir um jornal comunitário como a Folha de Vila Prudente, no transcurso de seu 30º aniversário de circulação. A régua para medir o valor do jornal tem que ser demarcada por sua obra e os valores que defende e pratica, não apenas por sua idade.

Desde a sua fundação, este semanário foi combativo, lutando sempre em prol da coletividade. Sua linha editorial é pluralista, independente, crítica e apartidária. Outra de suas características é levantar bandeiras em defesa do crescimento harmonioso da região e se empenhar com denodo pela preservação de sua história e tradições.

Aferrar-se a estes princípios sem fazer concessões é quase um milagre, mormente nestes tempos em que a imprensa de papel sofre violento ataque de mídias eletrônicas. Sobreviver neste contexto é um ato heróico, uma tarefa que somente idealistas suportam.

Um retrospecto rápido e conciso da história da Folha vai mostrar que todo avanço que a região alcançou nestes 30 anos teve sua participação. As digitais do jornal estão presentes na vinda do metrô, do monotrilho, e até do Fura-fila. Está na implantação do Parque Profª Lydia Natalizio Diogo, na desapropriação da praça esportiva do Botafogo de Vila Bela, na canalização de córregos, na construção do Obelisco do Centenário (erguido com recursos próprios dos fundadores da Folha) e nas comemorações anuais do aniversário do bairro.

A Folha está no inconsciente coletivo da região também por sua luta pela urbanização da favela, com manutenção de seus moradores no local, na implantação de parques como o de Vila Ema, São Lucas e na antiga área da Esso, na Mooca. Enfim, cremos que a postura que o jornal adota é aquela que seus leitores, e a própria comunidade, esperam e exigem.

Contudo, nada garante que este panorama se manterá. Mesmo os especialistas não conseguem visualizar o que vai acontecer no mundo das comunicações nos anos vindouros. Em 2021 tivemos o fechamento do tradicional Agora do Grupo Folha de S. Paulo e a transformação do veteraníssimo Estadão em formato tablóide.

A subsistência da Folha, como lídima porta-voz da região, dependerá de anunciantes e leitores, que até hoje têm nos prestigiado. A eles os nossos agradecimentos, com o compromisso de continuar honrando os valores que estão presentes na trajetória do jornal.

Newton Zadra – fundador e presidente.

1 Comentário

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  • Elizabeth Florido 24 de maio de 2019, 12:05

    Ler um Editorial como esse com “e” maiúsculo, de um jornal também maiúsculo, a despeito da diminuição do número de páginas que o compõe hoje, é ter a certeza que existem pessoas, ainda, preocupadas com a realidade dos fatos e mais, com o que interessa: vida! E o verde reflete isso. Com certeza, não se trata de querer o terreno em sua totalidade, unicamente para uso de lazer, esportes e entretenimento, mas para que haja uma grande área de respiro, que inspire a contemplação do indivíduo ao passar por uma área livre, aberta, que evoca a nossa tenta infância quando se tinha campinhos e os chamados terrenos baldios. Paro por aqui porque o tema demanda discussões, mas bem mais o ato da reflexão sobre tudo isso. Deixo meus parabéns ao jornal, aos editores. Força para continuar em frente!