UPA Vila Prudente: Prefeitura autoriza construção

Na manhã da terça-feira, dia 9, era aguardada a presença do prefeito Ricardo Nunes (MDB) na Subprefeitura Vila Prudente para assinar a ordem de serviço para início das obras da Unidade de Pronto Atendimento (UPA) Vila Prudente. O prefeito não compareceu e coube ao secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, oficializar a liberação da construção. De acordo com Zamarco, a entrega está prevista para outubro de 2025.

A UPA Vila Prudente foi anunciada em agosto do ano passado e a previsão era iniciar as obras ainda em 2023. No começo deste ano, a Folha cobrou a Secretaria Municipal de Saúde e a informação foi que estava na etapa de licitação. A unidade será construída em área cedida pela subprefeitura na avenida Alberto Ramos, 103, na esquina com a avenida do Oratório. A empresa responsável pela obra é a JB Construções e Empreendimentos LTDA.

Com custo inicial de construção de R$ 16.442.929,28, a unidade será qualificada como modelo III, com atendimentos de urgência e emergência 24 horas, de domingo a domingo, além de contar com uma base do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, contará 27 leitos, sendo 7 de emergência com estrutura de UTI, e uma equipe de 385 profissionais, entre especialistas em clínica médica, ortopedia, pediatria e odontologia. Terá capacidade de realizar cerca de 13 mil atendimentos por mês. A administração será da Organização Social de Saúde (OSS) Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM/Pais).

Preocupação com a situação atual

Apesar da boa notícia, a população está apreensiva com o momento presente da saúde pública na região. Desde a pandemia de Covid-19, o hospital estadual de Vila Alpina e o hospital municipal Dr. Ignácio Proença de Gouvêa, na Mooca, trabalham de portas fechadas à população, ou seja, não atendem diretamente os pacientes. A Vila Prudente e os bairros arredores também não contam com Assistência Médico Ambulatorial (AMA) 24 horas. Muitos moradores têm recorrido à UPA Mooca que enfrenta superlotação.

Questionado pela Folha sobre o problema, o secretário sugeriu que a população vá aos equipamentos de saúde do Sapopemba – que em uma emergência ficam mais distantes que os hospitais da Vila Alpina e da Mooca. Zamarco explicou que a UPA Mooca foi aberta para atender os pacientes que se dirigiam ao hospital municipal Dr. Ignácio Proença de Gouvêa. “Quando inauguro uma UPA, preciso ter um hospital preparado para internações. Passa a funcionar como referência para os casos de transferência da UPA. Por isso, a população precisa fazer o atendimento inicial na UPA”, justificou.

Sobre o hospital de Vila Alpina, Zamarco afirmou que o “Estado está ciente da situação local”. “Já mostramos as nossas dificuldades e o que a região precisa. Também mostramos o que a Prefeitura está fazendo. Enquanto ocorre a construção da UPA, precisamos da ajuda do Estado”. (Kátia Leite)


Dengue: vacinação liberada de 10 a 14 anos

Desde esta quinta, dia 11, a Prefeitura ampliou a vacinação contra a dengue para todas as crianças e adolescentes de 10 a 14 anos, que residem ou estudem na capital paulista. Até então, a imunização ocorria em apenas duas regiões da cidade com mais casos: Itaquera e Vila Jaguara.

A capital recebeu 177.679 doses do imunizante do Programa Nacional de Imunização (PNI). Com a chegada desse lote, o secretário municipal da Saúde, Luiz Carlos Zamarco, pede o apoio das famílias: “Agora contamos com os pais e responsáveis para que levem seus filhos às UBSs para receber a primeira dose”.

As vacinas são aplicadas nas Unidades Básicas de Saúde (UBSs) de segunda a sexta-feira, das 7h às 19h, e aos sábados, nas AMAs/UBSs integradas, no mesmo horário.

Para receber a dose, a criança ou adolescente precisa estar acompanhada de um responsável, portando documento de identidade, cartão de vacina e comprovante de residência ou escolar. Não pode ter sido diagnosticado com dengue nos últimos seis meses.