Movimento pelo Parque Vila Ema cobra agilidade da Prefeitura


Na manhã da última quarta-feira, dia 7, o secretário municipal do Verde e Meio Ambiente, Rodrigo Pimentel Ravena, participou de reunião através de plataforma online com integrantes do movimento Viva o Parque Vila Ema. O encontro foi realizado a pedido da vereadora Juliana Cardoso (PT), que apoia a causa.

Há dez anos o grupo luta para que o terreno de 17 mil m² na esquina da avenida Vila Ema com a rua Batuns seja transformado em parque público. A Folha acompanha essa história desde o início e dá apoio à reivindicação. O espaço foi uma antiga chácara de imigrantes alemães e ainda hoje abriga centenas de árvores, algumas nativas da Mata Atlântica; uma infinidade de pássaros e nascente de água. Após intensa mobilização da comunidade, a área foi incluída no Plano Municipal de Mata Atlântica (PMMA) e como Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPAM) no último Plano Diretor Estratégico da cidade.

A intenção da empresa proprietária do espaço, a Construtora Tecnisa, era construir torres residenciais no local. Com a classificação do terreno como ZEPAM, só poderia utilizar parte do terreno. Agora, a construtora e o governo municipal negociam a Transferência de Direito de Construir (TDC), prática permitida pela legislação e regulada pelo Plano Diretor. Na prática, a Prefeitura fica com o terreno em troca de cessão para a empresa de potencial construtivo em outra região da cidade.

Porém, integrantes do Movimento cobram agilidade nesta negociação que se arrasta há mais de um ano. Matéria da Folha de outubro do ano passado, destacava que a “Prefeitura pretendia dar um desfecho para o caso ainda naquele mês”.

Durante a reunião online, Ravena ressaltou que para a Secretaria Municipal do Verde, todos os trâmites foram cumpridos e a criação do parque está aprovada. De acordo com ele, o processo corre agora na Procuradoria Geral do Município (PGM), para discussão do valor do TDC.

“Essa tratativa está demorando demais, pedimos até para o secretário do Verde autorização para cuidar da área, enquanto não resolvem essa prática burocrática, mas ele ressaltou que oficialmente a área ainda pertence à construtora e nem isso podemos fazer”, destaca Fernando Salvio, fundador do movimento Viva o Parque Vila Ema. “Nosso próximo passo será procurar a PGM. A negociação do valor é determinada pelo Plano Diretor, não entendemos porque essa demora toda”.

 

Crianças devem tomar a dose contra a poliomielite

A Campanha de Vacinação contra a Poliomielite teve início nesta semana em todas as 468 Unidades Básicas de Saúde (UBSs) do município. A estimativa é vacinar, no mínimo, 95% das crianças entre 12 meses e menos de 5 anos de idade. Como esta população na capital fica em torno de 2,2 milhões, a expectativa é alcançar a vacinação de 2,1 milhões de crianças.

A campanha contribui para a redução do risco de reintrodução do poliovírus. Além da imunização contra a poliomielite, o objetivo é atualizar a caderneta de crianças, aplicando as doses que não foram dadas, de acordo com o Calendário Nacional de Vacinação vigente. A ação se estende até 30 de outubro.

Para o próximo dia 17 está marcado o Dia “D” de Mobilização Nacional. Nessa data, todas as UBSs estarão abertas das 8h às 17h para intensificar a imunização. A Secretaria Municipal de Saúde destaca que todas as medidas de segurança contra a Covid-19 serão aplicadas durante toda a campanha e os médicos ressaltam que, mesmo em época de pandemia, é necessária a preocupação com a prevenção das demais doenças.

A Poliomielite é uma doença viral aguda, que pode ocorrer sob a forma de infecção inaparente em aproximadamente 99% dos casos. O quadro clínico é caracterizado por febre, mal estar, cefaléia, distúrbio gastrintestinal e rigidez de nuca, acompanhadas ou não de paralisia. A susceptibilidade à infecção é geral, mas somente cerca de 1% dos infectados desenvolvem a forma paralítica.

Vale destacar que o último caso de poliomielite no Brasil ocorreu em 1989. A doença está erradicada no país há 30 anos, inclusive devido aos constantes esforços de vacinação. No Estado de São Paulo, o último caso registrado foi em 1988.