Risco de quedas em calçada de hospital

Enquanto a Prefeitura gasta quase R$ 9 milhões na contestada obra de requalificação das calçadas da rua do Orfanato, na Vila Prudente; trecho do passeio da rua José Jeraissati, bem em frente ao Hospital Estadual de Vila Alpina, segue abandonado pelo poder público e é um perigoso desafio para pacientes da unidade e demais pedestres.

Há anos, Governo do Estado e Prefeitura fazem jogo de empurra sobre a responsabilidade de melhorias na calçada. Desde a inauguração do hospital e maternidade há quase 22 anos, pedestres se queixam que o passeio é estreito. Em alguns pontos é praticamente inviável usar uma cadeira de rodas ou carrinho de bebê. Já ocorreram reuniões entre autoridades sobre o recuo do muro do hospital para ampliar a calçada, mas o projeto nunca foi colocado em prática.

Por causa da dimensão inadequada, a São Paulo Transporte (SPTrans) argumenta que não existe a possibilidade de instalar cobertura no ponto de ônibus mais próximo à entrada de pacientes.

A calçada do hospital público também não recebe manutenção. Raízes de árvores arrebentaram o passeio em vários pontos, deixando perigosos degraus para os transeuntes. “Se fosse a calçada da minha casa, provavelmente já teria sido multado pela Prefeitura ou processado pela queda de alguém”, comenta o aposentado Marco Ramires, que usava o trecho em suas caminhadas. “Não arrisco mais, atravesso e vou pelo outro lado”.

A mesma reforma e implantação de piso tátil em andamento na rua do Orfanato, já foi realizada em trechos da rua José Jeraissati, mas o ponto mais crítico não recebeu a obra. Questionada sobre a calçada, a Secretaria de Estado da Saúde afirmou que a Prefeitura deve ser acionada. Até o fechamento desta edição, a Secretaria Municipal das Subprefeituras não respondeu o e-mail enviado pela reportagem. (Kátia Leite)

 

Parque Vila Ema: Justiça libera retomada de processo de desapropriação

A luta pelo Parque Vila Ema tem novo desdobramento. Nesta semana, decisão judicial foi a favor da Prefeitura e o processo de desapropriação do terreno seguirá em frente. A partir de agora, a questão judicial a ser discutida será o valor da desapropriação da área de quase 17 mil m² na esquina da avenida Vila Ema com a rua Batuns.

A ação movida pela Tecnisa, proprietária da área, pretendia anular a desapropriação, mas foi indeferida pelo juiz. Assim, o Decreto de Utilidade Pública (DUP) emitido pela Prefeitura em agosto deste ano foi incorporado como parte integrante do processo.

Através de liminar em julho, a Tecnisa havia conseguido barrar o processo, alegando que o Decerto de Interesse Social (DIS) emitido pela Prefeitura no começo do ano não observou o intervalo de um ano de validade do DUP anterior, publicado em 2017.

“O projeto de construção dos prédios foi indeferido pela Secretaria de Licenciamento em 2016 e logo após, começaram as negociações amigáveis para a Tecnisa doar o terreno e em contrapartida receber a Transferência Direito de Construção (TDC) em outro empreendimento”, relembra a deputada federal Juliana Cardoso (PT), que apoia a causa pelo parque. “A Tecnisa desistiu no ano passado dessa negociação e a Prefeitura partiu então para a desapropriação. Junto com o movimento pelo parque e a Folha, continuaremos acompanhando todo processo”, afirma.

Há quase 15 anos, movimento da região luta para que o terreno seja transformado em parque público. A Folha acompanha essa história desde o início. O espaço foi uma antiga chácara de imigrantes alemães e ainda hoje abriga centenas de árvores, algumas nativas da Mata Atlântica; rica fauna e nascente de água. Após intensa mobilização da comunidade, a área foi incluída no Plano Municipal de Mata Atlântica (PMMA) e como Zona Especial de Proteção Ambiental (ZEPAM) no último Plano Diretor Estratégico da cidade. (André Kuchar / Kátia Leite)

Começa obra de conjunto habitacional na Mooca

Na semana passada, Prefeitura e Estado deram início às obras para erguer torres residenciais no terreno da rua dos Trilhos, 869, que por anos abrigou a chamada Feira Confinada e outros eventos. Na primeira fase de trabalhos serão construídas 290 unidades habitacionais, com previsão de entrega em 24 meses. Outras 543 moradias serão implementadas no trecho em uma segunda etapa do projeto, ainda sem prazo anunciado.

A construção faz parte do programa Pode Entrar, destinado à população de baixa renda, e é realizada pela Companhia Metropolitana de Habitação (COHAB-SP), na modalidade Parceria Público-Privada (PPP), com a cessão do terreno municipal. De acordo com a Prefeitura, o programa tem como característica “a aproximação entre moradia, serviços e emprego, com residências próximas a corredores de transporte público”.

Os condomínios terão nove andares e apartamentos de 1 dormitório com 38m² ou 2 dormitórios com 50m². As unidades contemplarão todas as faixas de renda de interesse social (HIS) e mercado popular (HMP).

No térreo dos blocos estão previstos pequenos espaços de comércio e serviços. O espaço também terá áreas de lazer cobertas e descobertas, praça, bicicletário e novas ruas. As vagas de garagem serão exclusivas para atendimento a idosos e pessoas com deficiência.

As obras têm parceria com o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento Habitacional e Urbano (CDHU), que terá direito a 39% da demanda de moradores do novo conjunto habitacional, com financiamento através do programa Casa Paulista. Também será financiado pela Caixa Econômica Federal, através do programa Minha Casa Minha Vida.

 

Rua do Orfanato: obra em calçada recebe mais queixas

No final de junho, a Prefeitura, através da Secretaria Municipal das Subprefeituras, iniciou a requalificação das calçadas da rua do Orfanato, na Vila Prudente. Mas, o serviço está desagradando comerciantes e moradores. Desde o início, muitos contestaram a necessidade dos trabalhos, alegando que o passeio antigo estava em bom estado. Também estão ocorrendo muitas falhas durante a execução, inclusive para o tráfego de pedestres com segurança. Por fim, há questionamentos sobre a qualidade da obra.

Muitos comerciantes relatam desgastes com os funcionários da empresa contratada para execução. No início de setembro, as equipes encerraram o expediente e deixaram o passeio totalmente intransitável no trecho entre as ruas Torquato Tasso e Falchi Gianini. Para piorar, romperam um encanamento na altura do número 642 e largaram a água jorrando. Na ocasião, a Prefeitura respondeu que foi “um caso atípico”.

Um dos objetivos da requalificação, segundo a Prefeitura, é a implantação de piso tátil para auxiliar o tráfego de deficientes visuais. Há 15 dias, a Folha flagrou que na esquina com a rua Marques de Praia Grande, o novo piso terminava perigosamente em um obstáculo na guia. O trecho estava totalmente liberado aos transeuntes, sem qualquer tipo de sinalização, e as equipes de trabalhos já estavam concentradas no quarteirão seguinte, sentido bairro. A Secretaria afirmou que ocorreria o isolamento imediato até a realização do conserto. Mas, o local permaneceu por uma semana na mesma situação.

Na última segunda-feira, dia 9, após as chuvas do final de semana, o novo problema foi muita água empoçada no passeio em frente ao número 185 (foto), impedindo até a entrada de clientes no comércio. A poça não existia antes da obra passar pelo trecho. Os proprietários da loja reclamam ainda que quebraram a soleira e os pisos da entrada.

A empresa responsável pela execução dos trabalhos é a PCS Obras e Locações Ltda. O custo da requalificação é de quase R$ 9 milhões, contratada para ocorrer entre as ruas Carlos Muller e Torquato Tasso, no lado par; e entre as ruas Santo Higino e Torquato Tasso, no lado ímpar. O prazo de finalização é de 120 dias.

Sobre a formação da poça em frente ao comércio e os demais problemas relatados, a Secretaria informou que a empresa contratada foi notificada para realizar as correções necessárias até o final da próxima semana. Todos os custos adicionais serão arcados pela contratada. A Secretaria alegou ainda que os serviços são fiscalizados por seus agentes. Caso seja constatada alguma inconformidade, a empresa será notificada para realizar nova adequação. 

Prefeitura instala no Pari maior centro de moradia temporária

A Prefeitura inaugurou na última segunda-feira, dia 9, a nova unidade da Vila Reencontro, no Pari – distrito administrado pela Subprefeitura Mooca. O espaço é um serviço de moradia transitória voltado à população em situação de rua.

De acordo com a Prefeitura, o programa Reencontro é uma iniciativa na área de assistência e desenvolvimento social, saúde, direitos humanos, entre outras, “com o objetivo de contribuir para o desenvolvimento dessas pessoas, apoiando a reconstrução da autonomia e a saída qualificada da situação de rua”.

As unidades funcionam em tempo integral, 24 horas por dia. A forma de acesso é feita pelo Núcleo de Desenvolvimento Social (NDS), que seleciona as famílias cadastradas na assistência social.

A Vila Reencontro conta com 100 unidades para abrigar até 400 pessoas, está instalada em um terreno de 8 mil m². É a maior das três entregues pela Prefeitura em 11 meses. As unidades, de 18m² cada, são equipadas com banheiros e pias e são mobiliadas de acordo com a configuração familiar, podendo ter camas de casal ou beliches e berços, guarda-roupas e fogões de duas bocas. Diariamente, serão servidos café da manhã, almoço, lanche da tarde e jantar.

A nova unidade fica na avenida Projetada Canindé Pari, 224.

 

 

Estação Vila Prudente: usuários enfrentam transtornos em dias chuvosos

Desde a inauguração da estação Vila Prudente da Linha 2-Verde de metrô em agosto de 2010, passageiros reclamavam do acesso pela rua Cavour, que era composto apenas por uma estreita escada. Somente em dezembro de 2021, como parte das obras de ampliação da estação, que atende também a Linha 15-Prata de monotrilho, o Metrô entregou uma escadaria mais ampla. Porém, os usuários ainda enfrentam percalços pelo caminho.

Como o trecho é descoberto, muitos passageiros relataram à Folha que em dias chuvosos, a escadaria fica empoçada, formando uma lâmina nos patamares. “Além do perigo de quedas, os calçados acabam encharcados”, reclama a usuária Ligia Romero, que afirma que já abriu diversos chamados pelo aplicativo do Metrô, pedindo uma solução, mas nunca obteve retorno e também não viu providências.

Questionado pela Folha, o Metrô respondeu que “lamenta ter causado desconforto à população”. Informou que os responsáveis pelas obras de ampliação da estação Vila Prudente, realizaram a limpeza e verificação de todos os ralos para que o escoamento da água não seja interrompido. Finalizou afirmando que espera, com isso, resolver o problema de empoçamento de água.

Mais água

No último domingo, dia 1º, o problema foi dentro da estação, na transferência entre as linhas 15 e 2. Usuários que desciam pela escada rolante avistavam uma cascata no trecho em obra de ampliação. Equipes tentavam isolar o trecho e manter o piso seco. Alguns passageiros reclamaram que não foi a primeira vez que o problema aconteceu.

O Metrô explicou que a infiltração ocorreu no domingo, por volta de 12h30, quando devido às fortes chuvas, a bomba não suportou a vazão. O consórcio responsável pela obra foi acionado e, além da limpeza, substituiu a bomba e melhorou a vedação no local. O Metrô pediu desculpas pelo transtorno causado. (Kátia Leite)

 

Vila Prudente: ato celebra os 133 anos do bairro

Na manhã da quarta-feira, 4 de outubro, data oficial de aniversário da Vila Prudente, aconteceu a tradicional cerimônia na praça do Centenário. A solenidade promovida pelo Círculo de Trabalhadores é realizada no local desde o 100º aniversário do bairro, quando foi inaugurado o obelisco. Em um ato simbólico são depositadas flores na base do monumento para prestar homenagem às famílias pioneiras.

Marcaram presença na celebração o deputado estadual Paulo Fiorilo (PT), os vereadores Edir Sales (PSD) e Rinaldi Digilio (União). A deputada federal Juliana Cardoso (PT), que está em Brasília, foi representada por Vanilda Anunciação.

Também estiveram presentes a subprefeita de Vila Prudente Elisete Mesquita e o presidente do Círculo e da Folha, Newton Zadra, além de demais autoridades, lideranças e empresários da região. Houve representantes da Polícia Militar, da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) Vila Prudente, da Igreja Batista Boas Novas e do Central Plaza Shopping, entre outras entidades e empresas.

Houve apresentação do coral de terceira idade “Os Rouxinóis” e o hasteamento das bandeiras do Brasil, de São Paulo e da Vila Prudente. No final do evento foi serviço bolo aos presentes.

Programação festiva de aniversário da Vila Prudente

A Subprefeitura Vila Prudente divulgou os próximos eventos que integram a programação de aniversário do bairro. Confira:

Passeio Ciclístico – dia 8, domingo, com concentração a partir das 8h na praça Alcides Franco de Lima (em frente ao Cemitério de Vila Alpina) e largada prevista para 9h. Inscrições na Subprefeitura Vila Prudente (avenida Oratório, 172) e na RVS Bike Shop (rua Siqueira Bueno, 1643) mediante um brinquedo. Será entregue um voucher para trocar por camiseta no evento.

Corrida Kids – dia 12, quinta-feira, no Centro Educacional e Esportivo (CEE) Arthur Friedenreich, das 9h às 12h. Podem participar crianças acima de 3 anos de idade e pré-adolescentes até 14 anos. Não é necessário fazer inscrição. Avenida Jacinto Menezes Palhares, 148.

Encontro de carros antigos – dia 12, quinta-feira, no CEE Arthur Friedenreich, das 10h às 15h. Avenida Jacinto Menezes Palhares, 148.

Festa das Crianças e Bloco do Fico – dia 15, domingo, das 9h às 16h, no CEE Arthur Friedenreich. Avenida Jacinto Menezes Palhares, 148.

Missa Solene – dia 22, domingo, às 10h, na Paróquia Santo Emídio. Rua Ingaí, 67 Vila Prudente.

Ação social – dia 22, domingo, a partir das 9h, na avenida Oratório, 172 (em frente à Subprefeituras). Shows e atrações especiais.

Cãominhada e feira de adoção de animais – dia 29, domingo, das 10h às 15h, na praça Alcides Franco de Lima (em frente ao Cemitério de Vila Alpina).

Mais informações na Subprefeitura Vila Prudente: 3397-0800.