Desde a sexta-feira passada, dia 15, quem passa pela esquina da avenida do Oratório com a rua Bartolomeu Corrêa Bueno, no Parque São Lucas, constata que a academia C4 GYM reabriu as portas. A fachada do imóvel foi pintada, cobrindo as mensagens de protestos nas paredes externas pela morte da professora Juliana Faustino Bassetto, de 27 anos. Ela passou mal e faleceu no hospital poucas horas depois de participar de uma aula de natação no local no dia 7 de fevereiro. Outros alunos, inclusive o marido de Juliana, também apresentaram complicações de saúde e precisaram ficar internados em hospitais. A academia permanecia interditada.
Em nota divulgada à imprensa, a defesa da academia informou que, por decisão judicial liminar, foi autorizada a reabertura da unidade Parque São Lucas, permitindo o funcionamento das áreas secas. A piscina permanece fechada.
A nota enviada à imprensa destaca ainda que: “Na decisão, o juiz entendeu que estão presentes os requisitos legais para a reabertura. A Academia C4 GYM reafirma seu compromisso com a transparência e o cumprimento das normas, e permanece à disposição das autoridades”.
A reabertura parcial foi autorizada por liminar da 16ª Vara da Fazenda Pública de São Paulo. De acordo com a decisão, a academia apresentou pedido de regularização junto à Prefeitura e não poderia sofrer sanções relacionadas à falta de licença de funcionamento enquanto o processo estiver em andamento.
A morte da professora segue em investigação pelo 42º Distrito Policial – Parque São Lucas, que fica em frente à academia. Os três sócios da C4 GYM foram indiciados pela Polícia Civil por homicídio com dolo eventual, quando se assume o risco de causar a morte.
A família de Juliana, que residia na Vila Ema, ficou abalada e indignada com a reabertura da academia e pede justiça. Em uma nota de pesar publicada em rede social no último dia 16, a mãe da vítima, Nívea Regina Faustino Basseto, cobra respostas para o andamento do processo, entre elas, o laudo do IML que ainda não foi concluído. “Seguimos sem respostas”, destaca. “Tudo o que buscamos é a transparência sobre o que aconteceu. Como mãe, não vou desistir de lutar pela memória da minha filha e pela justiça”.

