Prefeitura desiste de demolir caixa d’água no CEU

A entrada principal do CEU Vila Prudente/Vila Alpina na rua João Pedro Lecór segue interditada há mais de dois anos. O motivo é a enorme caixa d’água em frente ao CEU que continua com danos estruturais detectados após vistoria da Secretaria Municipal de Infraestrutura Urbana e Obras (Siurb), o que pode levar a desprendimentos de placas de concreto. A tela de proteção que havia sido colocada no local não existe mais. Desde 2024, a Prefeitura prometia que o reservatório seria demolido, mas agora afirma que pretende recuperar a estrutura.

A pista de skate construída em 2021, exatamente ao lado do antigo reservatório, vem recebendo usuários. A Prefeitura não confirmou se o espaço está liberado oficialmente.

Em audiência pública realizada no auditório da Subprefeitura Vila Prudente em julho de 2024, o então chefe de gabinete da Siurb, Eduardo Olivatto, afirmou que “a estrutura da caixa d´água estava muito comprometida e não justificava investir verba pública para recuperar o equipamento que não tem mais utilidade”. Olivatto, que foi exonerado do cargo naquele mesmo ano, havia garantido que o projeto para remover o reservatório estava na fase final – sem mencionar valores – e acreditava que o trabalho poderia ser iniciado em agosto de 2024.

A caixa d’água foi erguida na década de 60 para atender o Centro Esportivo (CE) Arthur Friedenreich, mas, com o passar do tempo, outros reservatórios menores passaram a abastecer os vários espaços do clube. O CEU construído em parte terreno do centro esportivo também tem abastecimento próprio. Apesar de ser um marco na região, a Prefeitura garantia que não havia registo de preservação como patrimônio histórico.

Questionada pela Folha no ano passado, a Siurb informou que havia realizado novas vistorias para análise das condições estruturais do reservatório e que os dados colhidos estavam em estudo.

Agora, a nova posição da Prefeitura, por meio da Siurb e da Secretaria de Educação, é que está sendo trabalhada a elaboração do material licitatório e viabilização de recursos para contratação das obras de recuperação da estrutura da caixa d’água.

De acordo com a nota, após a “manifestação do Departamento do Patrimônio Histórico (DPH) e vistoria no local, optou-se pela recuperação da estrutura, sendo essa a alternativa economicamente mais vantajosa para o município”. (Kátia Leite)

Arsenal da Esperança celebra os 30 anos de atuação social

O Arsenal da Esperança, na Mooca, promove eventos especiais neste final de semana para comemorar 30 anos de existência. Haverá missa presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer, além de cultura e festa de rua.

Neste sábado, dia 21, a partir das 15h30, acontece o evento principal para convidados e acolhidos da casa com apresentação artística – pocket show do musical “Arsenal – As Armas da Paz”, inspirado na história da instituição, com a cantora Ziza Fernandes e produção da Oficina Viva. Às 16h haverá Missa em Ação de Graças presidida pelo arcebispo de São Paulo, cardeal Dom Odilo Pedro Scherer.

A Festa de Rua acontece nesta sexta-feira e sábado, dias 20 e 21, das 18h às 22h, e no domingo, dia 22, das 17h às 21h. Em parceria com a Paróquia de Nossa Senhora de Casaluce, contará com barracas de comidas típicas italianas, além apresentações artísticas. Será realizado ao longo da rua Dr. Almeida Lima, na Mooca, onde está localizado o Arsenal.

História

Instalado em parte do prédio da antiga Hospedaria de Imigrantes, abriga homens brasileiros e estrangeiros em situação de rua. A obra é conduzida pela Associação Assindes Sermig e foi iniciada em 1996 por Ernesto Olivero e Dom Luciano Pedro Mendes de Almeida. O Arsenal da Esperança é o primeiro projeto fora de Turim, na Itália, ligado ao Arsenal da Paz, criado em 1983.

Desde a fundação teve funcionamento ininterrupto, inclusive durante a pandemia da Covid-19, e já acolheu aproximadamente 80 mil homens nesse período. É dirigida há mais de 20 anos pelo padre e missionário italiano Simone Bernardi.  Hoje a instituição atende diariamente 1.200 homens e soma dezenas de prêmios por sua atuação social.