Críticas marcam audiência pública sobre comércios em parques

A Prefeitura quer implantar 46 pontos de alimentação em 31 parques da cidade. De acordo com o edital, os espaços serão explorados por empreendedores locais por meio de permissão de uso de 5 a 10 anos. A consulta fica aberta até segunda-feira, dia 2. O processo público de seleção está previsto para março com base na maior proposta apresentada. No Parque Profª Lydia Natalizio Diogo, o popular Parque de Vila Prudente, estão previstos dois polos gastronômicos com ponto fixo.

Na manhã da quarta-feira, dia 25, houve audiência pública online sobre o tema. O representante da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias, Guilherme de Paula, e a chefe de gabinete da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, Tamires Oliveira, detalharam o projeto e garantiram que o objetivo não é lucrar. Segundo eles, a proposta visa oferecer o serviço aos frequentadores e beneficiar pequenos e médios empreendedores.

No entanto, a audiência foi marcada por muitas contestações. Diversos representantes dos Conselhos Gestores dos parques inseridos na proposta afirmaram que não houve consulta antes das escolhas das áreas verdes e dos pontos para os comércios. No caso dos parques da Independência e Aclimação, por exemplo, destacaram que existem áreas tombadas e não foi apresentado o posicionamento do órgão de patrimônio histórico. Muitos pediram a suspensão do edital e a realização de audiências públicas presenciais em cada um dos 31 parques.

“O texto da proposta ignora a existência dos Conselhos Gestores, que são as instâncias legítimas de participação social. Como a Prefeitura justifica avançar em concessões de até 10 anos sem respeitar os regimentos internos desses parques?”, questionou Claudia Santana Martins, do Fórum Verde Permanente.

Muitos dos manifestantes destacaram ainda que os parques não precisam de mais áreas impermeáveis, que a fauna e a flora devem ser respeitadas e questionaram o estudo de impacto ambiental da proposta.

Vila Prudente

No Parque de Vila Prudente a Prefeitura quer autorizar um dos comércios próximo à sede adminitrativa. O outro está previsto próximo ao portão da avenida Francisco Falconi, onde há um gazebo. Os dois têm permissão de 20 m² cada com três mesas de apoio.

O advogado e conselheiro gestor do Parque de Vila Prudente, Dr. Osmar Lemes dos Santos, também critica a proposta e pede a exclusão da área da consulta pública. Ele destaca que no regulamento do parque, instituído pela Portaria 43/2009 da Secretaria do Verde e Meio Ambiente, consta que “é proibida a prática de qualquer comércio no interior do parque”. “Existe conflito e ausência de consulta. Como se propõe permissão para exploração comercial se o regulamento vigente proíbe? O parque é equipamento ambiental. Não é comercial. E enquanto existe uma norma, ela deve ser respeitada. E para ser alterada, deve passar pelo Conselho Gestor”, argumenta o conselheiro. “Durante anos solicitamos revitalizações e investimentos estruturais. Não houve resposta proporcional. Agora, sem diálogo, surge essa proposta”, completa.

O que diz a Prefeitura

Após as várias críticas durante a audiência pública, a Folha questionou a Prefeitura se a proposta será mantida e se haverá novas audiências públicas nos parques. A reposta foi a seguinte nota encaminhada ontem:

“A Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias informa que a iniciativa, em fase de consulta pública, baseia-se em experiências bem-sucedidas de polos gastronômicos em espaços culturais como a Biblioteca Mário de Andrade e a Vila Itororó. O projeto configura uma estratégia coletiva que beneficia empreendedores, moradores e visitantes, ao revitalizar áreas subutilizadas e fortalecer os parques como espaços de convivência, lazer e geração de renda. Ressalta-se que a implantação do polo gastronômico deverá obedecer ao regulamento dos parques, bem como às diretrizes de uso, ocupação e operação previstas no Termo de Permissão de Uso (TPU), garantindo a adequada convivência com o espaço público e seus usuários. As propostas apresentadas na audiência pública serão devidamente analisadas pela Prefeitura. As contribuições recebidas poderão subsidiar ajustes na modelagem da iniciativa, a partir de avaliação técnica da Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente (SVMA), considerando a compatibilidade das sugestões com as características e normativas de cada parque. A iniciativa ainda reforça o cuidado da administração municipal com os espaços de lazer, que recebem manutenção e zeladoria diárias”.

 

Prefeitura quer instalar polos gastronômicos no Parque de Vila Prudente

A Prefeitura lançou edital para instalação de 46 polos gastronômicos em 31 parques da cidade. Os espaços serão explorados por empreendedores locais por meio de permissão de uso de 5 a 10 anos, após processo público de seleção previsto para março com base na maior proposta apresentada. Para o Parque Profª Lydia Natalizio Diogo, o popular Parque de Vila Prudente, constam duas áreas de permissão com ponto fixo.

Um dos pontos fica próximo à sede administrativa do Parque de Vila Prudente, no portão de entrada principal na rua João Pedro Lecor. A outra área indicada pela Prefeitura está próxima ao portão da avenida Francisco Falconi, onde há um gazebo. Os dois têm permissão máxima de 20 m² cada com três mesas de apoio.

A medida divide opiniões entre usuários do espaço. Alguns acreditam que é um serviço que vai beneficiar os frequentadores. Outros temem a geração de odores, barulho e lixo na área de preservação ecológica.

A consulta para os polos gastronômicos nos parques fica aberta até 2 de março. Nesta quarta-feira, dia 25, haverá audiência pública por videoconferência a partir das 10h. Mais informações no site da Prefeitura, na página da Secretaria Executiva de Desestatização e Parcerias.

Henry Ford: Metrô diz que Linha 15 não impede abertura

Há mais de trinta anos, a Folha encabeça o movimento que pleiteia a ligação das avenidas Henry Ford e Anhaia Mello, na alça sob o viaduto Grande São Paulo, na Vila Prudente. A reivindicação tem o objetivo de desafogar o trânsito nas ruas Capitão Pacheco e Chaves e Dianópolis, além de oferecer nova rota para a região do ABC.

O final da Henry Ford é interrompido por um ramal ferroviário particular que permanece ocioso por várias horas. Existe parecer favorável da Companhia de Engenharia de Tráfego (CET) para a ligação com a Anhaia Mello e o projeto foi inserido na Lei da Operação Urbana Consorciada Bairros do Tamanduateí, já sancionada pelo prefeito Ricardo Nunes (MDB) desde 2024.

Porém, causa alarde a expansão da Linha 15-Prata do Metrô em direção ao Ipiranga. Quem passa pelo viaduto Grande São Paulo vê as fundações para uma futura pilastra do ramal de monotrilho exatamente no final da Henry Ford. O advogado e conselheiro do Cades Vila Prudente, Dr. Osmar Lemes dos Santos, se preocupou com essa etapa da obra. “A execução de fundações nessa área pode inviabilizar a conexão planejada, violando o princípio da precaução e diretrizes do Plano Diretor Estratégico”, destacou em e-mail enviado à Prefeitura.

Questionado pela Folha, o Metrô respondeu que foram realizadas reuniões técnicas com a CET nas quais ficou definido que as obras de implantação da Linha 15 não inviabilizam a ligação viária entre a Henry Ford e a Anhaia Mello. A nota afirma ainda que “o projeto executivo da expansão foi planejado justamente de modo a não interferir nas iniciativas previstas pela Prefeitura”. Ressaltou ainda que a estrutura mostrada na foto abaixo é compatível com o planejamento urbano estabelecido pela administração municipal.

Em relação às obras de expansão da Linha 15, a CET afirma que “elaborou estudos de compatibilidade para a implantação dos pilares do monotrilho”. Conforme a nota, “está prevista a adoção de um contorno no pilar na altura da Henry Ford, de modo a preservar a possibilidade de abertura da via e favorecer o fluxo de veículos, inclusive de grande porte”.

Apesar de ser uma benfeitoria cobrada há décadas, ainda não há previsão para a conexão das avenidas.

Quem passa pelo viaduto Grande São Paulo vê as fundações para uma futura pilastra do ramal de monotrilho exatamente no final da Henry Ford. Foto: Dr. Osmar Lemes dos Santos

 

Hospital Veterinário Municipal no Tatuapé passa a funcionar 24 horas

A Prefeitura ampliou nesta quinta-feira, dia 19, o horário de funcionamento do Hospital Veterinário Municipal da Zona Leste, no Tatuapé, que agora funciona 24 horas todos os dias da semana (de segunda a segunda). Outra mudança foi no nome: a unidade passa a se chamar Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”.

No período noturno, das 17h às 7h, o serviço do hospital, administrado pela Secretaria Municipal da Saúde, será exclusivo para casos de urgência e emergência. Os demais atendimentos seguem no período diurno.

“Hoje, as pessoas têm a convivência com animais como se fossem entes da família, eu mesmo na minha casa. Imagine um cachorrinho ou um gatinho sofrer um acidente ou ser atropelado, quebrar uma pata e não ter esse atendimento. Por isso, a partir de hoje, temos nesse hospital o atendimento 24 horas para essas situações de urgência e emergência para famílias de baixa renda, além de uma homenagem ao Cão Orelha”, destacou o prefeito Ricardo Nunes que esteve na unidade na noite da quinta-feira. O prefeito também ressaltou que a região da Zona Leste receberá mais um Hospital Veterinário.

O serviço dos hospitais veterinários públicos, pioneiro no Brasil, é destinado à população de baixa renda, assistida por programas sociais, e é exclusivo para munícipes residentes na cidade de São Paulo. Os atendimentos ocorrem conforme disponibilidade de vagas, com priorização dos casos de urgência e emergência, seguindo critérios médicos-veterinários e sociais.

Os hospitais oferecem gratuitamente consultas, cirurgias, exames laboratoriais e internação. Ao todo, são disponibilizadas oito especialidades: oftalmologia, cardiologia, endocrinologia, neurologia, oncologia, ortopedia, dermatologia e cirurgia buco-maxilo.

Documentos necessários para atendimento:
Documento oficial com foto e CPF do responsável pelo animal (presença obrigatória no atendimento);
Comprovante de residência na cidade de São Paulo, emitido há no máximo três meses, em nome do responsável;
Carteirinha do Registro Geral do Animal (RGA);
Número do CadÚnico;
Cartão ou comprovante de programa social ativo (Bolsa Família, BPC, Auxílio Gás ou Renda Mínima).
Na ausência de benefício social ativo, será realizada triagem com assistente social, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição socioeconômica.

Hospital Veterinário Municipal Leste “Cão Orelha”:  avenida Salim Farah Maluf, esquina com a rua Ulisses Cruz, Tatuapé. Funcionamento: todos os dias, 24 horas. Período noturno (17h às 7h), sábados, domingos e feriados: atendimento exclusivo para urgências e emergências. Triagem social para não beneficiários: terças-feiras, a partir das 14h.

Fotos: Leon Rodrigues / Secom
Linha 15 fechada na virada de sábado para domingo

Em razão de testes programados com a nova frota de trens, todas as estações da Linha 15-Prata permanecerão fechadas da meia-noite do sábado, dia 21, até as 10h do domingo, dia 22.

De acordo com o Metrô, para assegurar o atendimento aos passageiros, será implantada operação especial com ônibus gratuitos do sistema Paese, que circularão em toda a extensão do ramal de monotrilho, entre Vila Prudente e Jardim Colonial.

As demais linhas do Metrô estarão operando 24 horas neste final de semana de pós-carnaval, para embarque e desembarque.

Vigília para vítima de intoxicação em academia, Justiça nega prisões

Familiares e amigos realizaram uma vigília na noite da sexta-feira passada, dia 13, em memória à professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, que faleceu após sofrer intoxicação no dia 7 durante aula de natação na unidade Parque São Lucas da C4 Gym. A homenagem aconteceu em frente à academia na avenida do Oratório. A vítima era moradora da Vila Ema.

Foi um ato pacífico, com orações e músicas, mas também teve o objetivo de pedir justiça pela Juliana e pelos demais alunos que sofreram intoxicações. Os participantes levaram flores e velas.

No último domingo, dia 15, o viúvo de Juliana teve alta hospitalar. Vinícius de Oliveira, de 31 anos, também participava da aula de natação na C4 Gym e ficou internado desde então com quadro de insuficiência respiratória.

“É uma vitória ter saído com vida, agradeço muito, mas falta a vida da Ju”, disse emocionado em depoimento gravado em vídeo. “Por mais que eu tente não guardar ódio, revolta, porque não vai fazer bem para ninguém, muita coisa tem que ser mudada. Não pode continuar assim”, afirma Vinícius. “Fui vendo as reportagens aos poucos, até para me preservar. E estava tudo errado. Desde o local não poder estar aberto por conta dos alvarás. Então, não era nem para a academia estar aberta”, destaca. “Até não ter alguém especializado e colocar em risco a vida dos funcionários, professores e alunos”, diz referindo-se ao manuseio de produtos químicos para o tratamento da água da piscina.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ao todo sete alunos sofreram intoxicações. A Secretaria confirmou à Folha que a investigação continua pelo 42° Distrito Policial – Parque São Lucas. Foi ressaltado que a autoridade policial requisitou a prisão temporária dos três proprietários da academia, que foi rejeitada pela Justiça. E que as diligências prosseguem para o total esclarecimento dos fatos. Os sócios foram indiciados por homicídio com dolo eventual.

Desde o dia 8, a Folha tentou contato com os responsáveis pela unidade São Lucas da C4 Gym, mas não obteve retorno. (Kátia Leite)

Vigília realizada no dia 13 em memória à professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos. Fotos: Divulgação família

 

 

 

 

Bloco Búfalos anima e faz homenagem

Foliões de todas as idades puderam se divertir ao som de marchinhas e de bateria na tarde do último domingo, dia 15, com o Bloco Búfalos de Vila Prudente. A animação foi na rua José dos Reis.

Além de muita música carnavalesca, o evento prestou homenagem ao presidente e fundador da Folha, Newton Zadra, de 89 anos, que também preside o Círculo de Trabalhadores de Vila Prudente. Após breve apresentação da sua vida e realizações, Zadra recebeu uma placa das mãos do presidente do Búfalos, Joubert Rossini, e da vereadora Edir Sales (PSD), que apoia o bloco. A diretoria do Búfalos e a subprefeita de Vila Prudente, Elisete Mesquita, acompanharam a solenidade.

Foliões também quiseram cumprimentar e tirar fotos com o homenageado. Os abadás distribuídos ao público foram ilustrados com a capa do livro “Vila Prudente, do Bonde a Burro ao Metrô”, de autoria de Zadra, no qual conta a história do bairro.

“O Zadra contribuiu para o crescimento de Vila Prudente, sempre à frente das lutas em prol do bairro. Também apoiou times de futebol de várzea, o carnaval e a cultura da região. Estamos felizes em poder homenageá-lo”, destacou Rossini.

Intoxicação e morte: polícia indicia os sócios da academia

Uma aula de natação terminou em tragédia no último sábado, dia 7, na unidade Parque São Lucas da rede de academias C4 Gym. Os alunos precisaram sair às pressas da piscina após intoxicação. A professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, que residia na Vila Ema, foi para o hospital passando muito mal e não resistiu. O marido dela, Vinícius de Oliveira, de 31 anos, que também estava na piscina, continua internado na UTI em estado grave com quadro de insuficiência respiratória.

De acordo com a Secretaria de Segurança Pública, ao todo sete alunos sofreram intoxicações. Quatro continuavam internados até ontem, dia 12.

Familiares de Juliana viveram momentos de angustia entre a internação e a morte. Tentaram desesperadamente contato com os responsáveis pela academia para saber qual produto foi utilizado e causou a intoxicação, o que poderia auxiliar os médicos no tratamento. Mas, a academia foi fechada após o ocorrido e ninguém retornou. Ela foi sepultada na tarde da segunda-feira, dia 9, no Cemitério Quarta Parada.

Família e amigos de Juliana vão fazer uma vigília em memória nesta sexta-feira, dia 13, às 18h, em frente à academia. Pedem que todos levem uma vela e uma flor em homenagem.

Investigações

A investigação foi assumida pela equipe do 42º Distrito Policial – Parque São Lucas e na noite da última quarta-feira, dia 11, o delegado titular Alexandre Bento indiciou por homicídio com dolo eventual os donos da academia – Cesar Bertolo Cruz, Celso Bertolo Cruz e Cezar Miquelof Terração. Também pediu a prisão dos três e o Ministério Público se manifestou favorável. Até o fechamento desta matéria aguardava-se a decisão da Justiça. Conforme o Direito Penal, dolo eventual é quando a pessoa prevê que sua atitude pode causar a morte, mas mesmo assim decide agir.

O indiciamento ocorreu após os sócios compareceram à sede da delegacia para prestarem depoimentos. Durante as investigações, a polícia constatou que um colaborador da academia, sem especialização técnica, fazia o tratamento da água da piscina recebendo orientações dos proprietários para o uso de produtos químicos, após mandar fotos pelo celular. Entre os alunos, ele era conhecido como o manobrista da unidade.

No dia da tragédia o funcionário é visto manipulando os produtos químicos e levando um balde para a área da piscina. A academia também funcionava sem alvará .

Em coletiva ontem, dia 12, o delegado titular destacou que durante os depoimentos, os sócios “pouco disseram e o pouco que falaram foi na tentativa de culpar o colaborador”. Também destacou que não apresentaram o livro com as anotações sobre a piscina, que é obrigatório e deve estar à disposição inclusive dos alunos.

Desde o domingo, dia 8, a Folha tentou contato com os responsáveis pela unidade São Lucas da C4 Gym. (Kátia Leite)

A professora Juliana Faustino Basseto, de 27 anos, que residia na Vila Ema, foi para o hospital passando muito mal e não resistiu. O marido dela, Vinícius de Oliveira, de 31 anos, que também estava na piscina, continua internado na UTI em estado grave com quadro de insuficiência respiratória. Foto: Divulgação família.

 

 

Construção do piscinão: queixas pelo ritmo da obra

Moradores do entorno da obra de construção do reservatório contra enchentes na avenida Anhaia Mello, na Vila Prudente, estão indignados com o atraso e o ritmo de trabalho da empresa contratada para o serviço. Imagens que chegam à Folha mostram poucos trabalhadores e pouca movimentação de maquinários no canteiro.

Em vídeo e foto enviados por Denis Titato, que reside em um prédio em frente à obra, ele relata que em plena 10h50 da sexta-feira passada, dia 6, praticamente não se via movimentação no local. Ele também conta que passam dias sem sair caminhões de terras do canteiro.

Iniciada no segundo semestre de 2024, na área do Centro Esportivo Arthur Friedenreich, a obra tinha prazo de entrega para agosto de 2026. Agora, foi prorrogado para o segundo semestre de 2027. O contrato também encareceu R$ 12 milhões.
O usuário do espaço esportivo e morador da Vila Alpina, Márcio Santos, reclama da promessa não cumprida. “Destruíram uma área importante para a população com a conversa de que seria devolvida logo e totalmente revitalizada. Se passaram dois anos e por enquanto, só vimos a matança das árvores”, afirma.

Outro lado

A Prefeitura, por meio da SPObras, informa que as obras seguem em andamento, atualmente na etapa de implantação de estacas e execução de paredes diafragma plásticas. A nota explica que “tratam-se de serviços que exigem equipes especializadas e métodos construtivos específicos, não demandando, necessariamente, grande movimentação contínua de máquinas de terraplenagem”.

De acordo com a SPObras, atualmente, a obra conta com 52 trabalhadores, entre funcionários diretos e indiretos, e 14 equipamentos em operação. Considera “quantitativos compatíveis com a fase executiva do empreendimento”.

Por fim, foi explicado que o ritmo das atividades pode sofrer variações temporárias em função das condições climáticas e das características técnicas da obra, com equipes e equipamentos dimensionados de acordo com cada etapa do cronograma.
Sobre o atraso, foi informado que ocorreu em razão da necessidade de execução de serviços adicionais identificados ao longo da obra, como remoção de postes de concreto, incluindo demolição, carga e transporte; a utilização de argamassa de coulis para a execução de paredes diafragma plásticas; adequações nas armaduras das estacas dos pilares; além de questões relacionadas à Licença Ambiental de Instalação. (Kátia Leite)

Foto da sexta-feira, dia 6, às 10h50: praticamente não se via movimentação no local. Foto: Denis Titato

 

Bloco Búfalos homenageia Newton Zadra

O Bloco Búfalos de Vila Prudente já virou tradição no carnaval de rua da região. O desfile está marcado para o próximo domingo, dia 15, com concentração a partir das 12h na rua José dos Reis, altura da praça Santa Helena. As apresentações musicais acontecem das 13h às 17h.

Neste ano, o destaque será a homenagem ao presidente do Círculo de Trabalhadores e da Folha, Newton Zadra, de 89 anos, que estará no bloco às 15h. Abadás distribuídos aos foliões foram ilustrados com a capa do livro de autoria de Zadra, no qual fez o mais completo registro sobre a história de Vila Prudente. Banners também vão contar um pouco da trajetória do homenageado.

“O Zadra contribuiu para o crescimento de Vila Prudente, sempre à frente das lutas em prol do bairro. Também apoiou times de futebol de várzea, o carnaval e a cultura da região. Estamos felizes em poder homenageá-lo”, destaca o presidente do Bloco Búfalos, Joubert Rossini.

Entre as principais realizações, Zadra foi o idealizador e liderou o movimento em prol do Parque Profª Lydia Natalizio Diogo, o Parque de Vila Prudente. Também lançou a luta pelo Parque da Mooca, em fase de implantação. Outro importante destaque foi o engajamento para que a Linha 2-Verde do metrô não desviasse da Vila Prudente para o ABC.

Para animar o bloco haverá a bateria Búfalos, DJ, a Banda Sacarolha de marchinhas carnavalescas e a participação da escola de samba Uirapuru da Mooca.

Mais blocos

Outro tradicional bloco da região, o Morro da Vila Alpina, desfila na terça-feira, dia 17, a partir das 13h, na rua Junquilhos, 510.

O programação completa do carnaval de São Paulo pode ser acessada no site: www.carnavalsp.com