Prefeitura diz que obra de UBS acaba neste semestre

Com obra iniciada em agosto de 2015 e prazo anunciado de conclusão em 360 dias, a Unidade Básica de Saúde (UBS) Vila Ema deveria estar atendendo a população há um ano e meio. Mas, devido a vários problemas, como paralisação dos trabalhos por falta de repasse de recursos da Prefeitura, entre outros, a construção na rua Gustavo Stach tem apenas 65% dos trabalhos concluídos. Segundo a Secretaria Municipal de Saúde, a previsão é que a unidade fique pronta no primeiro semestre deste ano, porém não especifica quanto tempo levará para a unidade ser equipada após a entrega do prédio.

Além da morosidade dos trabalhos, o que também intriga a comunidade é o tempo que vai demorar para a unidade começar a funcionar após a conclusão das obras. Segundo o governo municipal, para que a UBS seja entregue à população, um termo aditivo ao contrato de gestão com a Organização Social de Saúde (OSS) Sociedade Paulista para o Desenvolvimento da Medicina (SPDM) será realizado para a compra de mobiliário e contratação de recursos humanos.

A Prefeitura informou também que, após a finalização das obras, a unidade passará por processo de inspeções por parte da Coordenação de Vigilância em Saúde, Secretaria Municipal da Pessoa com Deficiência e pela engenharia da Secretaria Municipal de Saúde e da SPDM. Por fim, a gestão municipal acrescentou que o início do funcionamento irá depender dos resultados dessas verificações.

A população local espera que não aconteça com a unidade de Vila Ema o que ocorreu com a UBS Promorar, em Sapopemba, que, após a conclusão da obra de construção em 2016, ficou fechada por mais de um ano à espera de equipamentos e funcionários para começar a funcionar. (Gerson Rodrigues)

 

 

 

Faltam as bicicletas na estação da rua Sapucaia

Instalada há cerca de um ano na rua Sapucaia, em frente ao número 934, na Mooca, a estação do programa municipal de compartilhamento de bicicleta – Bike Sampa – está desativada há cerca de três meses. Segundo a vizinhança, além do equipamento ter sido implantado sem consulta prévia à população local, agora permanece sem bicicletas.

“Simplesmente vieram e instalaram. No início as bicicletas estavam estacionadas, mas depois recolheram e deixaram montada essa estrutura de quase 16 metros de extensão, o que atrapalha bastante”, comentou o porteiro do prédio localizado em frente à estação das bikes.

Outra queixa é quanto ao ponto escolhido. “Por causa desse espaço reservado para bicicletas, uma ambulância não consegue encostar caso alguém do prédio precise de socorro. Outro problema é que fica bem do lado do hidrante de água e se acontecer algum incêndio, o Corpo de Bombeiros não consegue parar e acioná-lo. Não pensaram nessas consequências”, comentou o aposentado e morador da rua Sapucaia, Jorge Amaro, que também citou a dificuldade de encontrar vagas para os motoristas estacionarem na via. “Quando alguém vem me visitar, sofre para achar lugar para parar o carro. Esse local de bicicletas pegou o espaço de pelo menos quatro veículos”, completou.

Questionada, a Secretaria de Mobilidade e Transportes (SMT) informou que um novo sistema de compartilhamento de bicicletas passou a vigorar na cidade no dia 30 de janeiro deste ano. Foi esclarecido que o sistema é patrocinado pelo Itaú e será operado pela empresa Tembici. A intenção é que na primeira fase sejam implantadas 25 estações, com 250 bicicletas distribuídas em pontos estratégicos da cidade. A implantação completa do sistema na cidade está prevista para ocorrer até o final deste semestre, com a instalação de 260 estações e 2.600 bikes.

Sobre as antigas estações, foi ressaltado que as mesmas encontram-se em processo de substituição, atualização ou mudança de local por parte da operadora, sendo que qualquer alteração deve ser submetida antes à apreciação da prefeitura regional local e a estudos técnicos da CET. Em relação à estação da rua Sapucaia, nada foi esclarecido.

A Folha também procurou a Prefeitura Regional Mooca e aguarda um posicionamento. (Gerson Rodrigues)