Não há previsão para a Linha 15 voltar a funcionar


Um novo e grave problema, entre tantos outros que a Linha 15-Prata enfrenta rotineiramente, paralisou totalmente a circulação de trens desde o sábado, dia 29. Hoje o monotrilho entra no sétimo dia de inoperância. Na noite de ontem, o Metrô ainda não soube informar quando as estações serão reabertas. Em resposta aos questionamentos da Folha, explicou que até o momento, as inspeções realizadas ao longo da semana não detectaram a causa dos danos nos pneus, que provocaram a interdição da linha. Nesta sexta-feira serão iniciados os testes dinâmicos, com trens circulando pela via.

No último dia 27 o pneu de um trem estourou, provocando inclusive a queda de uma placa metálica na avenida Sapopemba (leia mais no Editorial). A composição foi recolhida para manutenção, porém a ocorrência gerou o alerta: testes realizados no fim de semana passado apontaram danos em pneus de outros trens.

A fabricante dos trens, a Bombardier, foi acionada assim que o problema foi constatado e verificou que os dispositivos chamados “Run Flat” estão causando alteração nos pneus. Esses dispositivos ficam nas rodas e garantem a movimentação do trem em casos de anormalidades, como pneus furados ou murchos.

De início, o Metrô divulgou notas afirmando que a Linha 15 seguia fechada por precaução, ressaltando que toda a frota, vias e sistemas passavam por rigorosa inspeção, acompanhada de seus funcionários, para encontrarem a solução que permitiria a retomada da operação. A Bombardier também informou à imprensa que “por excesso de cautela” recomendou ao Metrô que a frota de 23 trens fosse recolhida para que a equipe de especialistas do Canadá realizasse as inspeções necessárias.

Na noite da terça-feira, dia 3, o Metrô mudou o tom da comunicação. Informou que seguia cobrando urgência na resolução do problema, mas que a linha só será reaberta com todas as garantias de seu funcionamento adequado. Ressaltou ainda que vai responsabilizar o Consórcio CEML, formado pela Bombardier, Queiroz Galvão e OAS, e que é responsável pela construção da via. Já estuda juridicamente as formas de penalização. Também vai cobrar os prejuízos decorrentes da paralisação.

Ônibus lotados e trânsito

A alternativa aos vários usuários que se depararam com o aviso de circulação interrompida foi recorrer aos ônibus do sistema Paese que continuam atendendo gratuitamente das 4h40 à 0h em toda a extensão da Linha 15, entre Vila Prudente e São Mateus.

Inicialmente, a São Paulo Tranportes (SPTrans) colocou 50 ônibus articulados nesse trajeto. Mas, muitos passageiros relataram dificuldades para embarcar, por causa da superlotação. Alguns informaram que levaram 50 minutos para conseguirem entrar em um dos coletivos. Desde a terça-feira a quantidade de ônibus subiu para 60 articulados, que de acordo com o Metrô têm capacidade similar aos 12 trens que operavam regularmente na Linha 15.

Com uma opção a menos de transporte coletivo na região e o aumento de ônibus circulando pelas avenidas Anhaia Mello e Sapopemba, o impacto no trânsito foi grande, provocando congestionamentos.

Com as estações fechadas, usuários perdem passarelas de travessia

Além da Linha 15-Prata estar inoperante, usuários reclamam que estão impedidos de utilizar as passarelas das estações para travessia da avenida Anhaia Mello. Na altura das estações Oratório (foto abaixo) e São Lucas a sinalização de solo não foi refeita após o recapeamento deste trecho da avenida. Não há faixas de pedestres, além de pontos com lama e mato no canteiro central, o que complica a visa dos passageiros que estão utilizando os ônibus do sistema Paese.

Usuários pedem que o Metrô mantenha interditado apenas o acesso às plataformas. A Companhia foi indagada, mas não se pronunciou.


Na altura da estação Oratório, faixa de pedestres não foi refeita após o recapeamento da avenida Anhaia Mello. (Agência Folha)

Anhaia Mello sem sinalização após o recapeamento


Em outubro do ano passado, a Prefeitura iniciou o recapeamento da avenida Anhaia Mello, entre as estações Oratório e São Lucas da Linha 15 – Prata. No entanto, o trecho não recebeu nova sinalização de solo após o serviço – sequer as faixas de travessia para pedestres foram refeitas, o que pode gerar graves acidentes. A reportagem cobrou a Prefeitura que informou que a responsável pelo serviço é da Companhia do Metropolitano de São Paulo – Metrô por causa da compensação do impacto das obras do monotrilho ao longo da avenida. O Metrô por sua vez alegou que o atraso no serviço é por culpa da chuva – que sempre acontecem neste período do ano. Vale ressaltar que a Prefeitura usou o mesmo argumento para interromper o recapeamento no restante da Anhaia Mello.

Devido à ausência de faixas de separação de pista está inseguro trafegar pela avenida. “Está muito confuso. Há poucos dias perdi o retrovisor do meu carro por conta de uma colisão. O condutor do outro veículo se atrapalhou com a falta de faixas e jogou o carro para cima do meu. Consegui desviar, mas o retrovisor foi atingido”, contou o morador do São Lucas, Gilmar Pinto.

O taxista Valdemar de Souza conta que já presenciou duas colisões por conta da ausência de faixas de separação de pista. “Há cerca de uma semana, um dia chuvoso e à noite, vi um carro e uma moto se chocarem. Por sorte não aconteceu nada mais grave. O motorista se atrapalhou e jogou o carro para cima do motoqueiro que estava o ultrapassando”, relatou.

Quem também sofre e se arrisca com a ausência de sinalização são os pedestres. As faixas de travessia ainda não foram pintadas. “Os semáforos estão funcionando, mas os motoristas não sabem onde parar os carros. Muitos freiam em cima do local da passagem, o que torna a travessia perigosa. Algo precisa ser feito com urgência”, afirmou a vendedora Maria da Graça.

O Metrô alegou que o serviço de pintura de faixas foi iniciado no último dia 13 – apesar de o recapeamento ter sido concluído há mais tempo. Porém, em função das chuvas, o trabalho foi interrompido, devendo ser retomado assim que as precipitações diminuírem. (Gerson Rodrigues)

Frida Kahlo em cartaz no Teatro Arthur Azevedo


Até 29 de março, o teatro municipal Arthur Azevedo, na Mooca, recebe a peça “Frida Kahlo – Vila La Vida”, com texto do mexicano Humberto Robles e direção do premiado Cacá Rosset. A montagem é sucesso de público e crítica. A temporada no Sesc Pinheiros teve os ingressos esgotados antes da estreia.

Quem interpreta a famosa pintora mexicana é a atriz Christiane Tricerri, com diversos trabalhos de destaque no currículo. “Frida Kahlo foi uma mulher à frente de seu tempo. Ainda muito jovem já mexia na questão dos gêneros ao se vestir com terno e gravata. Sua obra ‘Umas Facadas em Nada’ relata o caso de um feminicídio após ler uma nota no jornal sobre o depoimento de um homem ao matar uma mulher com cem facadas. Mas não são esses fatos, exatamente, que a transformaram em um emblema do feminismo, já que tudo isso é desconhecido pelo público em geral”, conta a atriz. “O fato que a torna esse ícone, a meu ver, é a imagem que ela criou de si mesma. É hoje a imagem mais vendida no mundo. O espetáculo traz a mulher humanizada, com suas dores, amores e vontade de ‘vivar la vida’. O público encontrará uma Frida sofrida, mas também exultante com o prazer de estar viva: pintar, cozinhar e amar. Além de se divertir com o seu próprio humor cáustico”, completa Christiane.

No espetáculo solo Frida celebra o Dia dos Mortos. Enquanto prepara um jantar para seus convidados, vivos ou mortos, passeia por sua vida, relembrando e trazendo os personagens que passaram por sua história.

As sessões gratuitas de “Frida Kahlo – Viva La Vida” no Teatro Arthur Azevedo acontecem aos sábados às 21h e aos domingos às 19h. Retirada de ingressos uma hora antes da apresentação.

Teatro Arthur Azevedo: avenida Paes de Barros, 955, Mooca – telefone: 2605-8007.

Plantio de árvores para mulheres neste domingo na Mooca


Neste domingo, dia 8, comemora-se o Dia Internacional da Mulher e para celebrar a data o Muda Mooca, movimento que defende a ampliação de áreas verdes na cidade, realiza a partir das 10h um evento de plantio de árvores no canteiro central da avenida Paes de Barros, altura do número 1425, na Mooca. O diferencial é que desta vez apenas mulheres colocarão a “mão na terra”.

“Será um evento único para confraternizar com as amigas e cuidar da natureza. Escolhemos a Paes de Barros por ser um cartão postal da Mooca e o local exato por ser um trecho que não conta com nenhuma árvore”, explicou Danilo Bifone, responsável pelo movimento.

Segundo a organização do evento, as participantes precisam compareceram com calça e calçados fechados e, se possível, levarem um par de luvas para a segurança no manuseio das ferramentas.